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Segunda-feira, 11 DE Maio DE 2009

Pelo mundo dos sonhos

Sonha comigo hoje. Que passeamos de mãos dadas na praia, com as ondas a fazerem-nos cócegas nos dedos dos pés e a levarem para longe os souvenirs de um passado menos bom ou então as precoces perspectivas de um aparente futuro a dois. O que construímos é o presente e o que nos guia são os sonhos, longínquos, intocáveis, incertos e para nós inabaláveis e inquestionáveis. Por isso… Sonha comigo hoje. Sonha a preto e branco, não gastes tinteiro a cores. Mas sonha com expressividade, com metáforas de amor, com realismo romântico e ideias à toa, sonha com prolepses e analepses. Sonha comigo por favor. Sonha que eu estou numa torre, que sou uma princesa perdida e que no teu cavalo branco desembainhas a espada só para me resgatar, tal como fazes sem espada e sem cavalo branco na nossa vida real. Faz de nós Romeu e Julieta mas muda o trágico final para um “ happily ever after “ bem ao sabor das comédias românticas do nosso dia. Faz de mim a tua musa inspiradora, a tua fonte de desejo… Sonha que somos livres para nos amarmos sem entraves. Sonha que somos mais, maiores e melhores. Sonha que somos juntos mais fortes que o mundo inteiro. Ou então senta-te na beira da cama, chama-me para os teus braços e faz amor comigo.

 

<3 estou apaixonada por ti.

 

 

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publicado por Maria Helena Silva às 22:14
Sábado, 28 DE Março DE 2009

Essência

 

 

A essência do amor está na convicção de que o destino nunca nos vai desapontar. Na certeza de que por muitos anos que passem, longe ou perto, o mundo é nosso porque somos nós que construímos o nosso caminho e somos nós que por ele vamos, lado a lado. Nos sorrisos que partilhamos entre histórias amargas do passado e das lágrimas de saudade que molham as horas em que os nossos corpos não estão unidos. Nos dias em que segura nos teus braços o pôr-do-sol tem outra cor, a primavera tem outro aroma e nada mais ouvimos do que os segredos que dizemos, não ao ouvido, mas na boca. Dos dias em que estou cansada do mundo, das pessoas e de mim e em que o teu abraço é o meu refugio. Dos nossos olhos a brilharem quando se encontram ao longe, por entre a multidão do espaço vazio. A verdade do nosso amor está nas incertezas, nas discussões e nos momentos em que somos postos à prova. Nos obstáculos e barreiras que ultrapassamos juntos. No perdão. Na vontade. Na confiança. No facto de eu e tu, termos sido feitos um para o outro.

 

publicado por Maria Helena Silva às 14:54
Sábado, 14 DE Fevereiro DE 2009

Clara confusão

Tiras-me do sério. Por tua conta nenhuma das minhas equações bate certo. Costumava ser uma bússola orientada mas baralhaste-me o campo magnético e já nem rumo a bom porto. Nem sei medir as saudades! Talvez em léguas de desejo, ou em decímetros cúbicos de lágrimas de desconforto e suspiros lançados para a atmosfera mas que não contribuem para nada, nem sequer para a despoluição de pensamentos. Confundes-me a realidade que se mistura com o mundo dos sonhos, o que nem chega a ser um grande problema porque tu ocupas os dois. Por falar em problemas, será que posso arredondar o número de vezes que fiquei especada a olhar para ti se o somar com a constante de avogadro que só assim por acaso ou então não, coincide com as vezes em que te mirava pelo canto do olho e via com estes dois que a terra há-de comer um sorriso paralelo aos pensamentos cruzados no canto da tua boca que eu tantas vezes percorri em movimentos circulares uniformes, disformes e de outro tipo qualquer? És o stress do meu dia-a-dia e o meu momento zen. Vês como estou confusa? Não é uma crença justificada mas é verdadeira e eu sei, por conhecimento empírico e um bocadinho a priori o quanto gosto de ti.   

 

 

Feliz dia dos namorados , namorado <3

publicado por Maria Helena Silva às 22:59
Segunda-feira, 02 DE Fevereiro DE 2009

Em quartos separados

Discutimos e enfim, vivemos em quartos separados. Quero-te telefonar para te ouvir pedir perdão por algo que não fizeste ou simplesmente que fiques à espera que eu assuma a minha culpa. Quero ouvir a tua voz não porque tenha saudades, mas só para saber que és real e não mais um das minhas alegóricas fantasias. Antigamente, (porque é que teimo em dizer “antigamente” quando apenas um dia se passou?) ansiava por poder comer descansada. Sem interrupções, sabes? Um almoço em que pudesse digerir as notícias do mundo bem devagarinho, sem as tuas usuais interrupções que me obrigavam a não deixar nada nas bordas dos pratos. Agora que não estás aqui comigo levanto-me e sento-me, vou para o sofá. Preciso de ouvir o pedido de socorro de alguém que precisa de ajuda, talvez de mim. Alguém que precisa de mim para além de ti. Não consigo dormir e a desculpa é simples, infelizmente os teus pés não se embrulham nos meus durante esta noite, os teus lábios não vão desesperadamente percorrer o meu corpo também ansioso de ti. E mesmo que em sonhos, não vamos enrolar-nos um no outro e deixar a cama em pantanas. Falta-me algo e não consigo dormir, falta-me o teu respirar no meu pescoço e os teus braços a protegerem-me da noite. Tenho medo sabes? Tenho medo do escuro quando não estás comigo. Dás-me um certo conforto, uma certa sensação de segurança, de vida. Para mim és um porto seguro. A tua falta é como sentir que sou criança outra vez. Não o sou ainda? E me roubaram o saboroso e colorido chupa-chupa que ainda nem tinha tido tempo de provar. Uma sensação de perda de algo que nunca nos pertenceu realmente. Às vezes sinto-me forte, capaz de enfrentar o mundo mesmo sem chupa-chupa. Outras, em especial em dias como o de hoje, sinto-me frágil e insegura, como um pequeno embrião acabado de se formar, na expectativa de um futuro. Espero bem que queiras ser o meu futuro. Parece fácil não?

publicado por Maria Helena Silva às 21:34
Terça-feira, 20 DE Janeiro DE 2009

Peculiaridades

 

Não aprendi a gostar de ti, como se aprende a falar, a caminhar e a aceitar sem protestos impotentes o que a vida nos traz de menos aprazível e também não vou dizer que já nasci com isso. Não me disseram que eras a pessoa certa para mim como os pais nos dizem o caminho mais seguro a seguir para a escola. Não me ensinaram a dizer “amo-te” como se ensina a dizer “obrigada” e “por favor” por mera boa educação. Tudo o que sinto, demonstro e penso sobre ti é genuíno, é verdadeiro. Porque para além de não ter quem me ensine o que é impossível aprender prefiro fazer as coisas à minha maneira, afinal de contas sempre fui daquele tipo de pessoas que puxa uma porta quando lê “empurre” e penso convictamente que todas as regras existem para serem quebradas. E enquanto as outras meninas se divertiam a coleccionar bonecas já eu sabia que o importante na vida é coleccionar momentos porque apesar de eternos não são fabricados em massa. Nunca me vesti de princesa no carnaval porque nunca acreditei que pudesse encontrar um cavaleiro andante ou que se beijasse um sapo ele se transformaria em príncipe encantado. Nunca vi o mundo cor-de-rosa, comigo é tudo preto no branco. Não te agradeço por gostares de mim porque isso é algo que tu não controlas, agradeço-te por me livrares de vícios, tragédias que deixariam Shakespeare orgulhoso, comédias fora do contexto, farsas bem ensaiadas e amores meramente carnais.

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publicado por Maria Helena Silva às 21:58
Domingo, 11 DE Janeiro DE 2009

És a minha melodia

És como uma música, suave, bonita, mágica e possante. No timbre da tua voz consigo ouvir os meus medos reflectidos porque bem lá no fundo todos os nossos receios são partilhados. És uma imensa melodia, uma orquestra sinfónica, uma ópera daquelas bem já conhecidas, um bonito musical romântico. No movimento das tuas partículas acompanhadas pelas do meu corpo que te seguem em cada oscilação imagino uma dança, quente, sensual, infinita. Os decibéis da insegurança ouvem-se à distância porque nunca estivemos assim tão perto e a novidade causa um certo e agradável desconforto. A compressão e descompressão das ondas mecânicas e longitudinais do teu cabelo que se propagam de forma concêntrica e à velocidade da luz no meu meio material acompanhadas pelo bater do meu coração em sintonia perfeita com o pulsar do teu numa frequência audível de infra-sons e ultra-sons e todos os outros sons que se ouvem lá pelo meio ecoam nas paredes do santuário que construímos em redor da nossa história. É impossível desligar o rádio sem continuar a ouvir o tic-tac dos relógios não acertados e do tempo que passa rápido de mais porque o meu coração não é um disco regravável e todos os harmónicos com que ao longo do percurso me tocaste e cativaste continuam a avivar a memória do nosso amor.

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publicado por Maria Helena Silva às 13:21
música: you are the music in me - High school musical
Sábado, 03 DE Janeiro DE 2009

Eu combino contigo

Não sou mais que os outros. Tenho cinco dedos em cada mão e só tenho dois olhos na cara. Às vezes tenho o cabelo mais despenteado mas como costumam dizer com o andar disfarça. Não sou muito alta nem de longe me pareço com as super modelos que todos os dias fazem propaganda aos produtos que supérflua e enganosamente compro como todas as pessoas que encontram nos meios de comunicação uma fuga para a realidade, ou não serão pessoas falsas com empregos falsos, vidas falsas e mamas falsas muito mais falsamente felizes do que nós? Também não sou brilhante nem o meu QI é acima da média. Não tenho paparazzis atrás de mim, aliás, fico ridícula em fotografias. Não sou popular nem conhecida. Não dito as modas nem as sigo. Mas quando estou contigo e os meus cinco dedos das mãos se enroscam nos teus, quando os meus olhos se encontram com o teu sorriso e antes de me beijares colocas atrás da minha orelha a madeixa de cabelo que se soltou e se atravessa em frente da minha face eu sinto-me especial. Quando caminhamos lado a lado ou quando me abraças na paragem do autocarro tenho mil olhos pousados em mim, a roerem-se de inveja. E até aposto em como ia gostar de me ver numa foto que tirássemos juntos porque mesmo sem perceber nada de moda sei que eu combino contigo. Quando me elogias e anuncias com pompa e circunstância a minha chegada, quando dizes que o que tenho vestido me assenta bem ou que gostas do cheiro do meu cabelo e do meu pescoço é como se não houvesse no mundo ninguém mais feliz do que eu. E na realidade não há mesmo. 

publicado por Maria Helena Silva às 18:52
Sexta-feira, 02 DE Janeiro DE 2009

Blog de Ouro

 

Nomearam o meu blog e desde já agradeço a http://psoquevemdepois.blogs.sapo.pt/ (vale a pena clicar pessoal) por me ter presenteado desta forma apesar de eu ter criado o blog há tão pouco tempo. Sinto-me mesmo lisonjeada.

 

Vou explicar o desafio, O Blog de Ouro é um prémio que tem regras e é exclusivamente dirigido a mulheres. Passo a enumerar as condições:

- Copiar o prémio e colar no seu blog;
- Fazer referência do nome e endereço do blog da pessoa que o nomeou;

- Nomear seis pessoas cujos blogs sejam uma inspiração para si;

- Deixar um comentário nesses blogs para as pessoas saberem que ganharam o prémio;

 

As pessoas que a meu ver merecem receber este prémio são:

- http://aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo.pt/

- http://cadernoindiscreto.blogs.sapo.pt/

- http://aultimabolacha.blogs.sapo.pt/

- http://olhogrande.blogs.sapo.pt/

- http://diariodajuh.blogs.sapo.pt/

- http://umaformadeexpressao.blogs.sapo.pt/

 

(E provavelmente muitos outros, mas como a minha chegada à blogosfera é recente ainda não os descortinei a todos.)

 

publicado por Maria Helena Silva às 14:06
Quinta-feira, 01 DE Janeiro DE 2009

Chegaste a estrear

Chegaste um homem novo em folha, cheio de esplendor e aparato, tens o anti-vírus ligado com o firewall prontinho a funcionar. E eu continuo a mesma de sempre. Chegaste tenso, vigilante, de guarda, pronto a reagir, fantástico. Apareceste-me pelas costas com os teus olhos brilhantes de saudades a despirem-me as omoplatas cansadas do esforço, dos tombos e da luta. Vieste limpo de qualquer passado, não carregas nada contigo, nem tão pouco aquilo que já fomos um dia. Voltaste despoluído, restaurado, desintoxicado, reabilitado, diferente. Mas para tratar disso aqui estou eu, para voltar a marcar em ti as minhas impressões digitais, a deixar no teu corpo nu o meu perfume e o desejo de mais uma noite. Não sei como é que fizeste essa limpeza geral, que elixir da juventude te revitalizou, nem sequer sei se ficaste de quarentena muito tempo, mas eu existo para te baralhar as prioridades, confundir as crenças, e acertar os valores. Um por um, vou roer todos os teus ossos, vou sugar todo o teu sangue, vou rasgar toda a tua roupa, vou fazer de ti um louco. Porque não há sanidade nem sobriedade que resista à persistente loucura do amor.

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publicado por Maria Helena Silva às 14:23
Sábado, 27 DE Dezembro DE 2008

(Re)encontro

Tenho de escrever, de descrever o que senti ao rever-te. Apesar de ser difícil explicar em palavras o quanto todos os músculos do meu corpo se contorciam e distorciam e contraiam na vontade insaciável de roçar ao de leve os meus lábios nos teus, porque o desejo não morre sozinho. E dizer-te que só quando te vi, e oh como é bom ver-te, percebi como tinha de facto saudades, e todas as saudades contra as quais praguejei ao longo dos dias em que rastejava pelo chão e me enfiava nos cantos ou em todos os buracos apertados, frios, escuros, atrofiados, sujos, perigosos, perfeitos que conseguia encontrar, por sentir a tua falta, eram mentira. Falsas. Porque as verdadeiras nem eu sabia que existiam, nem que as evocava como remate nas nossas dolorosamente doces despedidas. Contar-te como o teu perfume ficou preso em mim ao ponto de chorar como uma criança perdida agarrada aos lençóis por ser só uma lembrança e apesar de o sentir, ao teu cheiro, a ti, comigo saber que não te ia encontrar por entre eles. Hoje pensei que ia enlouquecer porque as minhas mãos não tinham onde pousar e os amo-tes que repetia sucessivamente, como se estivesse a rezar a um deus cego, surdo e mudo, já não eram acompanhados de um sorriso teu. Acho que preciso desesperadamente de ti.    

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publicado por Maria Helena Silva às 19:23

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